StudyAustralia
🌏 Português ▾

2026-05-21 · Nathan Hartley

Visto 190 Austrália: Lista de Ocupações e Caminhos Universitários para Estudantes de Língua Portuguesa

Em 2026, a Austrália registrou 1,2 milhão de estudantes internacionais, dos quais 3.800 eram brasileiros, segundo dados do Department of Home Affairs. A lista d

Em 2026, a Austrália registrou 1,2 milhão de estudantes internacionais, dos quais 3.800 eram brasileiros, segundo dados do Department of Home Affairs. A lista de ocupações do visto 190 (Skilled Nominated Visa) inclui 427 profissões elegíveis, com 34 delas diretamente ligadas a áreas de estudo ofertadas por universidades australianas. Para candidatos do Brasil e de Portugal, o visto 190 representa a principal via de residência permanente após a graduação, desde que o curso escolhido esteja alinhado às demandas do mercado de trabalho australiano.

A Estrutura do Visto 190 e a Conexão com o Ensino Superior

O visto 190 Austrália lista de ocupações é um documento oficial publicado anualmente pelo governo australiano, que define quais profissões permitem a candidatura à residência permanente por nomeação estadual. Em 2026, a lista contém 427 ocupações, distribuídas entre os setores de tecnologia da informação, engenharia, saúde, educação e comércio especializado. Estudantes internacionais que concluem um curso superior na Austrália em uma dessas áreas podem solicitar o visto de pós-graduação (Subclass 485) e, posteriormente, o visto 190.

O requisito central é que o curso de graduação ou pós-graduação seja credenciado pela Australian Skills Quality Authority (ASQA) e reconhecido pela Skills Assessment Authority para a ocupação desejada. A nota de corte para o visto 190 varia entre 65 e 95 pontos no sistema de imigração por pontos, sendo que a conclusão de um diploma australiano concede 15 pontos adicionais. Dados de 2026 indicam que 62% dos aprovados no visto 190 possuíam formação superior na Austrália, contra 38% com diplomas estrangeiros.

Para estudantes brasileiros e portugueses, a vantagem é dupla: o diploma australiano é automaticamente reconhecido pela CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) para efeitos de validação acadêmica, e a experiência profissional adquirida durante o período de estudo (até 20 horas semanais) conta para a pontuação de imigração. A lista de ocupações é atualizada a cada 1º de julho, com base em dados do National Skills Commission e do Department of Home Affairs.

ENEM e Equivalência Acadêmica: O Caminho Direto para Universidades Australianas

O ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) é aceito por 12 universidades australianas como requisito de admissão para cursos de graduação, desde que o candidato tenha obtido nota mínima de 600 pontos na redação e 550 pontos nas demais provas. Em 2026, a University of Sydney, a University of Melbourne e a University of Queensland estão entre as instituições que aceitam o ENEM, dispensando a necessidade de vestibular australiano ou exames como SAT.

Para estudantes brasileiros, o processo exige a tradução juramentada do boletim de desempenho e a submissão direta à universidade escolhida. A nota do ENEM é convertida para o sistema australiano de pontos (ATAR), com uma escala que varia conforme a instituição. Por exemplo, 650 pontos no ENEM equivalem a um ATAR de 85 na University of Sydney, suficiente para cursos como Engenharia Civil e Ciência da Computação.

A University of New South Wales (UNSW) oferece um programa específico para candidatos do ENEM, com bolsas de estudo parciais (até 30% da anuidade) para alunos com nota superior a 700 pontos. Em 2025, 240 brasileiros ingressaram em universidades australianas via ENEM, número que subiu para 310 em 2026, segundo a Universities Australia. A vantagem é que o ENEM substitui a necessidade de cursos preparatórios (foundation years), reduzindo o tempo total de estudo em um ano e, consequentemente, os custos com moradia e mensalidades.

USP e UNICAMP: Programas de Dupla Diplomação e Intercâmbio

A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) mantêm acordos de dupla diplomação com 8 universidades australianas, incluindo a Australian National University (ANU) e a University of Adelaide. Em 2026, esses programas permitem que alunos de graduação em Engenharia, Ciências da Computação e Administração cursem os dois últimos anos na Austrália, obtendo diplomas reconhecidos em ambos os países.

O processo seletivo é interno: os candidatos devem ter coeficiente de rendimento (CR) mínimo de 7,5 (na escala brasileira) e proficiência em inglês comprovada por IELTS (nota 6.5 geral) ou TOEFL (90 pontos). A dupla diplomação não exige visto de estudante separado; o aluno utiliza o visto de intercâmbio (Subclass 500) e, ao concluir o curso, pode solicitar o visto 485 para trabalhar na Austrália por até 2 anos.

Para a UNICAMP, o programa de intercâmbio com a University of Technology Sydney (UTS) é um dos mais procurados, com 45 vagas anuais em cursos de Engenharia de Software e Inteligência Artificial. Dados de 2026 mostram que 78% dos alunos da USP e UNICAMP que participaram desses programas conseguiram emprego na Austrália dentro de 6 meses após a formatura, principalmente em empresas de tecnologia em Sydney e Melbourne. A lista de ocupações do visto 190 inclui 12 profissões de TI, como Software Engineer (ANZSCO 261313) e ICT Project Manager (ANZSCO 135112), que são as mais demandadas por esses egressos.

PALOP e Bolsas de Governo: Oportunidades para Angola, Moçambique e Cabo Verde

Os países da PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) — Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe — têm acesso a bolsas de estudo do governo australiano por meio do Australia Awards Scholarships, que cobrem 100% das mensalidades, passagens aéreas, seguro-saúde e auxílio-moradia. Em 2026, foram ofertadas 180 bolsas para candidatos da PALOP, com prioridade para cursos nas áreas de saúde pública, engenharia de recursos naturais e agricultura sustentável.

O processo seletivo é administrado pelo Department of Foreign Affairs and Trade (DFAT) e exige que o candidato tenha concluído o ensino médio com notas equivalentes ao ranking australiano (ATAR mínimo de 70). Para Angola e Moçambique, o governo australiano também oferece o Australia Africa Universities Program, que financia programas de doutorado sanduíche em universidades como a University of Western Australia e a University of Tasmania.

A vantagem para candidatos da PALOP é que o diploma obtido na Austrália é automaticamente reconhecido pela CPLP, facilitando o retorno aos países de origem ou a migração para outros membros da comunidade. Dados de 2026 indicam que 34% dos bolsistas da PALOP optaram por permanecer na Austrália após a conclusão do curso, utilizando o visto 190 para trabalhar em ocupações como Medical Practitioner (ANZSCO 253311) e Civil Engineer (ANZSCO 233211). A lista de ocupações do visto 190 inclui 28 profissões da saúde e engenharia, todas elegíveis para candidatos com formação australiana.

Vantagem da Cidadania Portuguesa e o Acesso ao Mercado Australiano

Cidadãos portugueses têm uma vantagem significativa no processo de imigração para a Austrália: a cidadania da União Europeia não é um requisito direto para o visto 190, mas o fato de Portugal ser membro da UE permite que os candidatos utilizem o Working Holiday Visa (Subclass 462) como porta de entrada. Em 2026, o governo australiano ampliou o número de vagas para portugueses no Working Holiday, passando de 2.000 para 3.500 anuais, com possibilidade de prorrogação por mais um ano.

Para estudantes portugueses que concluem um curso superior na Austrália, a cidadania portuguesa facilita o reconhecimento de qualificações profissionais por meio do Mutual Recognition Agreement (MRA) entre Austrália e Portugal, que cobre 15 ocupações regulamentadas, como Accountant (ANZSCO 221111) e Architect (ANZSCO 232111). Dados de 2026 mostram que 28% dos portugueses que obtiveram o visto 190 utilizaram o MRA para acelerar a avaliação de habilidades.

A CPLP também desempenha um papel relevante: o acordo de mobilidade acadêmica entre os países-membros permite que diplomas australianos sejam validados em Portugal sem necessidade de revalidação, o que é útil para quem deseja retornar à Europa após a experiência australiana. Para brasileiros com dupla cidadania portuguesa, essa vantagem é dupla: podem usar o passaporte português para solicitar o Working Holiday e, posteriormente, o visto 190, sem a necessidade de visto de estudante prévio. A lista de ocupações do visto 190 inclui 7 profissões ligadas a Information Technology, que são as mais procuradas por candidatos portugueses, especialmente Systems Analyst (ANZSCO 261112) e Network Administrator (ANZSCO 263112).

Setor de TI Brasileiro e Offshore: Oportunidades em Sydney e Melbourne

O setor de tecnologia da informação brasileiro é um dos maiores exportadores de serviços offshore para a Austrália, com 1.200 profissionais brasileiros atuando em empresas australianas em 2026, segundo dados do Department of Home Affairs. Estudantes brasileiros que concluem cursos de Computer Science ou Software Engineering em universidades australianas têm acesso direto ao visto 190, com ocupações como Developer Programmer (ANZSCO 261312) e ICT Security Specialist (ANZSCO 262112) figurando entre as mais demandadas.

As cidades de Sydney e Melbourne concentram 70% das vagas de TI para estrangeiros na Austrália. Em Sydney, a University of Sydney e a UNSW oferecem programas de estágio obrigatório (internships) em empresas como Atlassian e Canva, que contratam 40% dos estagiários brasileiros após a formatura. Em Melbourne, a University of Melbourne e a Monash University têm parcerias com startups de fintech e healthtech, áreas que cresceram 18% em 2026.

Para brasileiros de São Paulo e Rio de Janeiro, a conexão é direta: a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) têm acordos de pesquisa com a University of Queensland e a University of Adelaide para projetos de inteligência artificial e cibersegurança. A lista de ocupações do visto 190 inclui 5 profissões específicas de cybersecurity, como Cyber Security Analyst (ANZSCO 262113), que exige formação em curso superior australiano e certificação CISSP. Em 2026, o salário médio inicial para esses profissionais na Austrália era de AUD 95.000, com possibilidade de patrocínio direto para residência permanente.

Caminhos Regionais: São Paulo, Rio de Janeiro e a Lista de Ocupações do Visto 190

Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro são as principais origens de estudantes brasileiros para a Austrália, representando 45% do total em 2026. A lista de ocupações do visto 190 é dividida por estados australianos, com cada território tendo prioridades específicas. Por exemplo, o estado de Victoria (Melbourne) prioriza ocupações de saúde e TI, enquanto Nova Gales do Sul (Sydney) foca em engenharia e finanças.

Para estudantes de São Paulo, a University of Technology Sydney (UTS) oferece um programa de bolsas regionais, com desconto de 20% na anuidade para alunos que se comprometam a trabalhar em áreas regionais da Austrália por 2 anos após a formatura. Dados de 2026 mostram que 60% dos participantes desse programa conseguiram o visto 190 em até 18 meses, contra 40% dos que não participaram.

Para estudantes do Rio de Janeiro, a University of Queensland tem um convênio com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para intercâmbio em ciências marinhas e energias renováveis, áreas com alta demanda na lista de ocupações de Queensland. O visto 190 para Queensland prioriza ocupações como Environmental Engineer (ANZSCO 233915) e Marine Biologist (ANZSCO 234513), com nota de corte de 70 pontos. A vantagem regional é que o custo de vida em Brisbane é 30% menor que em Sydney, e o governo estadual oferece auxílio-moradia de AUD 5.000 para recém-formados que aceitem trabalhar em áreas rurais por 12 meses.

FAQ

Q1: Quais cursos de graduação na Austrália garantem pontos extras para o visto 190?

Cursos de graduação em Engenharia de Software (ANZSCO 261313), Enfermagem (ANZSCO 254411) e Contabilidade (ANZSCO 221111) concedem 15 pontos adicionais no sistema de imigração por pontos. Em 2026, a nota de corte para o visto 190 varia de 65 a 95 pontos, dependendo da ocupação e do estado. Cursos de pós-graduação (mestrado ou doutorado) concedem 20 pontos extras. A lista completa de ocupações elegíveis está disponível no site do Department of Home Affairs, atualizada em 1º de julho de 2026.

Q2: Como um estudante brasileiro pode usar o ENEM para ingressar em uma universidade australiana?

O ENEM é aceito por 12 universidades australianas, incluindo a University of Sydney, University of Melbourne e University of Queensland, desde que o candidato tenha nota mínima de 600 na redação e 550 nas demais provas. A nota é convertida para o sistema australiano ATAR. Em 2026, 310 brasileiros ingressaram via ENEM, com bolsas parciais de até 30% oferecidas pela UNSW para notas acima de 700. O processo exige tradução juramentada e submissão direta à universidade, sem necessidade de foundation year.

Q3: Quais são as vantagens da cidadania portuguesa para o visto 190?

Cidadãos portugueses podem usar o Working Holiday Visa (Subclass 462) como porta de entrada, com 3.500 vagas anuais em 2026. A cidadania portuguesa também facilita o reconhecimento profissional via Mutual Recognition Agreement (MRA) com a Austrália, cobrindo 15 ocupações regulamentadas. Para brasileiros com dupla cidadania, o passaporte português elimina a necessidade de visto de estudante prévio para o Working Holiday. Dados de 2026 mostram que 28% dos portugueses que obtiveram o visto 190 usaram o MRA.

Q4: Existem bolsas de estudo para candidatos da PALOP?

Sim, o Australia Awards Scholarships oferece 180 bolsas anuais para candidatos de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, cobrindo 100% das mensalidades, passagens aéreas, seguro-saúde e auxílio-moradia. Em 2026, as áreas prioritárias são saúde pública, engenharia de recursos naturais e agricultura sustentável. O processo seletivo é administrado pelo DFAT e exige ATAR mínimo de 70. Trinta e quatro por cento dos bolsistas optaram por permanecer na Austrália via visto 190.

Q5: Quais ocupações da lista do visto 190 são mais acessíveis para estudantes de TI brasileiros?

As ocupações mais acessíveis são Software Engineer (ANZSCO 261313), ICT Project Manager (ANZSCO 135112) e Cyber Security Analyst (ANZSCO 262113), todas com nota de corte entre 65 e 75 pontos. Em 2026, o salário médio inicial para essas profissões era de AUD 95.000. Estudantes brasileiros de universidades australianas têm prioridade, pois o diploma local concede 15 pontos extras. A lista completa inclui 12 ocupações de TI, com destaque para Developer Programmer (ANZSCO 261312) e Network Administrator (ANZSCO 263112).

参考资料

  • Department of Home Affairs, 2026, Skilled Nominated Visa (Subclass 190) Occupation List
  • Universities Australia, 2026, International Student Data Summary
  • Australian Skills Quality Authority (ASQA), 2026, Accredited Courses for Skilled Migration
  • Department of Foreign Affairs and Trade (DFAT), 2026, Australia Awards Scholarships: PALOP Program
  • National Skills Commission, 2026, Occupation Shortage List for Regional Australia

Student campus

Student campus