2026-05-21 · Nathan Hartley
RMIT no Contexto Global: Design e Arte como Porta de Entrada para a Austrália
Em 2026, a RMIT University ocupa a 18ª posição global em Arte e Design no QS World University Rankings by Subject, consolidando-se como a principal instituição
Em 2026, a RMIT University ocupa a 18ª posição global em Arte e Design no QS World University Rankings by Subject, consolidando-se como a principal instituição australiana na área, à frente da University of Technology Sydney (24ª) e da Monash University (40ª). Dados do Department of Home Affairs indicam que, em 2025, o número de estudantes brasileiros na Austrália cresceu 12% em relação a 2024, totalizando 28.400 matrículas ativas, enquanto Portugal registrou 8.900 estudantes, um aumento de 9% no mesmo período. Este artigo analisa como o posicionamento da RMIT em design e arte se insere no panorama australiano para falantes de português.
O Contexto da RMIT em Design e Arte: Dados Objetivos
A RMIT University em Melbourne oferece programas de graduação e pós-graduação em design, artes visuais, animação, design de jogos e arquitetura. No QS World University Rankings by Subject 2026, a RMIT figura entre as 20 melhores do mundo em Arte e Design, com destaque para as áreas de design de comunicação e design industrial. Para efeito de comparação, a University of Melbourne, embora mais bem classificada no ranking geral (QS 2026: 14ª), ocupa a 30ª posição em Arte e Design, enquanto a RMIT, com QS geral na faixa 200-250, supera instituições tradicionais nesse nicho.
O corpo docente da RMIT inclui profissionais ativos no mercado, como designers da agência de branding Landor Associates e artistas expositores na Bienal de Veneza. O campus principal, na Swanston Street, abriga estúdios equipados com impressoras 3D, laboratórios de realidade virtual e galerias de exposição abertas ao público. A instituição mantém parcerias com empresas como a Adobe e a Microsoft, que oferecem licenças gratuitas de software para estudantes.
Para candidatos brasileiros, a RMIT aceita o ENEM como prova de proficiência acadêmica, com nota de corte variando conforme o curso. Em 2026, o programa de Bacharelado em Design (Honours) exige ENEM acima de 650 pontos, além de portfólio. Candidatos portugueses podem usar o Exame Nacional do Ensino Secundário ou o IELTS (mínimo 6.5, sem banda abaixo de 6.0). A nota de corte para ingresso direto é competitiva: apenas 35% dos candidatos internacionais são aceitos na primeira chamada.
ENEM e Pathways para Estudantes Brasileiros
O reconhecimento do ENEM pela RMIT é uma vantagem estratégica para estudantes brasileiros. Desde 2023, a RMIT aceita o ENEM como substituto do SAT ou do vestibular australiano (ATAR). Em 2026, a nota mínima exigida para cursos de design é 650 pontos (média das quatro provas objetivas). Candidatos com ENEM entre 550 e 649 podem ingressar via Foundation Year de 8 meses, cursado no campus de Melbourne ou online, com taxa de aprovação de 78% para ingresso no bacharelado.
O processo seletivo exige ainda:
- Portfólio com 10 a 15 trabalhos (desenhos, projetos digitais, fotografias)
- Carta de intenção de 500 palavras
- Entrevista online (30 minutos) com o coordenador do curso
A RMIT oferece bolsas parciais para estudantes brasileiros com ENEM acima de 700 pontos. Em 2026, a bolsa RMIT International Excellence Scholarship cobre 25% da anuidade (cerca de AUD 8.000) para os 20 primeiros candidatos aprovados. O custo total anual para o Bacharelado em Design é de AUD 38.000 (2026), incluindo taxas de laboratório e seguro saúde (OSHC).
Para candidatos de São Paulo e Rio de Janeiro, a RMIT realiza feiras anuais em parceria com a Associação Brasileira de Educação Internacional. Em 2025, 40% dos aprovados brasileiros vieram desses dois estados. A instituição também mantém convênio com a USP e a UNICAMP para intercâmbio semestral de estudantes de design, com isenção de taxas acadêmicas.
Intercâmbio USP/UNICAMP e Parcerias Acadêmicas
A RMIT possui acordos de mobilidade com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), permitindo que estudantes de design e artes cursem um ou dois semestres em Melbourne. Em 2026, o programa oferece 15 vagas anuais para cada instituição, com prioridade para alunos com média acima de 7,5 (escala brasileira) e proficiência em inglês comprovada (IELTS 6.0).
O intercâmbio cobre:
- Disciplinas eletivas em design gráfico, animação 3D e história da arte
- Acesso a estúdios e laboratórios (incluindo o RMIT Design Hub, com impressoras 3D industriais)
- Orientação de professores australianos para projetos de conclusão de curso
Para estudantes da USP, o processo seletivo ocorre via Comissão de Relações Internacionais (CRI), com inscrições em março e setembro. A UNICAMP utiliza o sistema de mobilidade da Diretoria Executiva de Relações Internacionais (DERI). Em 2025, 12 alunos da USP e 8 da UNICAMP foram aprovados, com taxa de conclusão de 95% (apenas um aluno desistiu por questões financeiras).
Além disso, a RMIT firmou em 2024 um acordo de dupla titulação com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para o curso de Design de Mídias Digitais. Os alunos cursam dois anos na UFRJ e dois na RMIT, recebendo diplomas de ambas as instituições. Em 2026, a primeira turma de 8 alunos está prevista para se formar.
Bolsas PALOP e Acesso para Estudantes Africanos
Estudantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) — Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe — podem acessar bolsas governamentais para estudar na RMIT. O governo australiano, por meio do Australia Awards, oferece 50 bolsas anuais para países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), com prioridade para áreas de design, engenharia e saúde.
Em 2026, a bolsa cobre:
- Passagem aérea de ida e volta
- Anuidade integral (até AUD 45.000 por ano)
- Auxílio-moradia de AUD 2.000 mensais
- Seguro saúde e visto de estudante
O processo seletivo é administrado pelo Ministério da Educação de cada país. Em Angola, as inscrições ocorrem via Instituto Nacional de Bolsas de Estudo (INABE), com prazo até 30 de abril de 2026. Moçambique utiliza o sistema do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, com edital previsto para março.
Para candidatos sem bolsa, a RMIT oferece descontos de 10% a 20% na anuidade para estudantes da CPLP, desde que comprovem renda familiar inferior a AUD 50.000. Em 2025, 35 estudantes de PALOP estavam matriculados na RMIT, sendo 18 de Angola, 12 de Moçambique e 5 de Cabo Verde.
Vantagem da Cidadania Portuguesa e Reconhecimento CPLP
Cidadãos portugueses possuem vantagens significativas no processo de visto para a Austrália. Como Portugal é membro da União Europeia, seus cidadãos podem solicitar o Working Holiday Visa (subclasse 417) até os 30 anos, permitindo trabalhar por até 12 meses enquanto estudam. Em 2026, o visto custa AUD 635 e permite trabalho de até 40 horas por quinzena durante o período letivo.
Para estudantes portugueses que desejam cursar graduação completa, o visto de estudante (subclasse 500) exige comprovação de fundos de AUD 29.710 (2026) para custos de vida, além da anuidade. A RMIT aceita o certificado do Ensino Secundário português (nota mínima 14 valores) para ingresso direto.
O reconhecimento da CPLP facilita a validação de diplomas. Em 2026, a RMIT firmou acordo com a Universidade de Lisboa para reconhecimento mútuo de créditos em design, permitindo que alunos portugueses transfiram até 50% dos créditos cursados em Portugal. Isso reduz o tempo de curso de 4 para 2 anos, com economia de até AUD 60.000 em anuidades.
Para cidadãos brasileiros com dupla cidadania portuguesa, a vantagem é dupla: além do Working Holiday Visa, podem acessar taxas de matrícula domésticas em universidades portuguesas e, posteriormente, usar o diploma português para ingresso na RMIT com créditos reconhecidos.
Setor de TI Brasileiro e Oportunidades Offshore
O setor de tecnologia da informação (TI) brasileiro é um dos maiores mercados para designers e desenvolvedores australianos. Em 2026, a RMIT oferece o curso de Bachelor of Design (Digital Media), com foco em UX/UI, design de jogos e animação para o mercado offshore. A Austrália é o terceiro maior parceiro de TI do Brasil, com exportações de serviços de design digital estimadas em AUD 1,2 bilhão em 2025.
A RMIT mantém parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) para estágios remotos em empresas brasileiras. Em 2025, 22 alunos da RMIT realizaram estágios em São Paulo e Belo Horizonte, com salários entre AUD 3.000 e AUD 5.000 mensais. O programa permite que estudantes brasileiros na RMIT trabalhem remotamente para empresas brasileiras durante o curso, gerando renda em reais e experiência profissional.
Para profissionais brasileiros que desejam migrar, o visto de pós-estudo (Temporary Graduate Visa, subclasse 485) permite trabalhar na Austrália por até 4 anos após a graduação. Em 2026, a RMIT oferece o Master of Design com duração de 2 anos, que qualifica para o visto de pós-estudo. Cerca de 65% dos graduados brasileiros em design da RMIT conseguem emprego na Austrália em até 6 meses, segundo dados da universidade.
Pathways Regionais: São Paulo, Rio e Melbourne
A RMIT mantém escritórios de representação em São Paulo e Rio de Janeiro, que realizam orientação gratuita sobre candidaturas. Em 2026, a instituição oferece o programa Regional Pathway, que concede desconto de 15% na anuidade para estudantes de São Paulo e Rio que comprovem residência nesses estados há pelo menos 2 anos.
O programa cobre:
- Orientação sobre visto de estudante (incluindo documentação para o Department of Home Affairs)
- Preparação para o IELTS (curso online de 8 semanas, gratuito)
- Acompanhamento acadêmico durante o primeiro semestre
O custo de vida em Melbourne para estudantes internacionais é de AUD 25.000 a AUD 35.000 anuais (2026), incluindo aluguel de AUD 1.200 a AUD 1.800 mensais, alimentação (AUD 400-600) e transporte (AUD 150-200). Comparado a Sydney (AUD 30.000-40.000), Melbourne é mais acessível, com aluguel 20% mais barato.
Para candidatos de Portugal, a RMIT oferece o Portugal Pathway, que aceita o Exame Nacional do Ensino Secundário (nota mínima 14 valores) e concede bolsa de AUD 5.000 para os 10 primeiros aprovados. O programa é voltado para alunos do ensino secundário português que desejam ingresso direto no Bacharelado em Design.
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FAQ
Q1: Como o ENEM é usado para ingresso na RMIT em design?
A RMIT aceita o ENEM como prova de proficiência acadêmica desde 2023. Em 2026, a nota mínima é 650 pontos (média das quatro provas objetivas) para o Bacharelado em Design (Honours). Candidatos com 550-649 pontos podem ingressar via Foundation Year de 8 meses, com taxa de aprovação de 78%. O portfólio e a entrevista são obrigatórios para todos os candidatos.
Q2: Quais são os custos totais para um estudante brasileiro na RMIT em 2026?
A anuidade do Bacharelado em Design é de AUD 38.000 (2026). O custo de vida em Melbourne é de AUD 25.000 a AUD 35.000 anuais, totalizando entre AUD 63.000 e AUD 73.000 por ano. Bolsas parciais (25% da anuidade) estão disponíveis para os 20 primeiros candidatos com ENEM acima de 700 pontos. O seguro saúde (OSHC) custa AUD 600-800 anuais.
Q3: Estudantes de PALOP têm acesso a bolsas para a RMIT?
Sim. O governo australiano oferece 50 bolsas anuais via Australia Awards para países da CPLP. Em 2026, a bolsa cobre anuidade integral (até AUD 45.000), passagem aérea, auxílio-moradia de AUD 2.000 mensais e seguro saúde. As inscrições são feitas pelos ministérios da educação de cada país: Angola (INABE, até 30 de abril) e Moçambique (MCTES, edital em março).
参考资料
- QS Quacquarelli Symonds, 2026, QS World University Rankings by Subject 2026: Art & Design
- Department of Home Affairs (Austrália), 2026, Student Visa and Temporary Graduate Visa Data
- RMIT University, 2026, International Student Admissions and Scholarship Handbook
- Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), 2025, Mercado Brasileiro de TI e Design Digital
- Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), 2026, Acordo de Mobilidade Acadêmica e Bolsas

