StudyAustralia
🌏 Português ▾

2026-05-21 · Alex Fong

Pontuação Mínima para Visto 189 Austrália 2026: Guia Completo para Estudantes de Português

Em 2026, a Austrália registrou 1,2 milhão de estudantes internacionais, com brasileiros representando o terceiro maior grupo da América Latina, segundo dados do

Pontuação Mínima para Visto 189 Austrália 2026: Guia Completo para Estudantes de Português

Em 2026, a Austrália registrou 1,2 milhão de estudantes internacionais, com brasileiros representando o terceiro maior grupo da América Latina, segundo dados do Department of Home Affairs. A pontuação mínima para o visto 189 (Skilled Independent) em 2024 foi de 65 pontos, mas para candidatos da área de tecnologia da informação (TI), a média de convites em 2025 já exigiu 85 pontos. Estudantes do Brasil e de Portugal que planejam estudar na Austrália precisam entender que o visto 189 não é um caminho direto de estudo, mas sim uma via de migração permanente para profissionais qualificados — e a nota de corte varia drasticamente por ocupação e ano.

Como Funciona a Pontuação do Visto 189 para Estudantes Internacionais

O visto 189 é um visto de imigração permanente baseado em pontos, sem necessidade de patrocínio de empregador ou estado. Para estudantes internacionais que concluíram cursos na Austrália, ele representa uma rota pós-estudo, mas exige planejamento desde a matrícula. O sistema de pontos avalia idade, proficiência em inglês, experiência de trabalho, qualificações educacionais e estudo na Austrália.

Em 2024, a pontuação mínima para receber um convite (Invitation to Apply) foi de 65 pontos, mas dados do Department of Home Affairs mostram que convites reais para ocupações como engenharia de software exigiram entre 85 e 95 pontos. Estudantes brasileiros que concluíram um mestrado de 2 anos na Austrália ganham 15 pontos pelo estudo australiano, 15 pontos pelo diploma de mestrado, e até 20 pontos pela idade (25–32 anos). A proficiência em inglês — IELTS 7.0 em cada banda — adiciona 10 pontos, enquanto IELTS 8.0 soma 20 pontos.

Para candidatos de Portugal, a cidadania europeia não impacta diretamente a pontuação do visto 189, mas oferece vantagens indiretas: acesso a acordos de mobilidade com a Austrália e facilidade para obter vistos de trabalho temporário (como o 482) após a formatura. Já para brasileiros, o ENEM não é reconhecido como qualificação para o sistema de pontos, mas pode ser usado para ingresso em universidades australianas por meio de programas de equivalência.

O Papel do ENEM e das Universidades Brasileiras no Processo Australiano

Estudantes do Brasil que desejam estudar na Austrália podem usar o ENEM como credencial de ingresso em universidades australianas. Desde 2023, a University of Sydney e a University of Queensland aceitam o ENEM com nota mínima de 600 pontos (de 1000) para admissão em cursos de graduação. A Monash University exige 650 pontos para engenharia. Esse processo não está ligado ao visto 189, mas é um passo inicial para quem busca qualificação australiana.

Para alunos da USP e UNICAMP, programas de intercâmbio com universidades australianas do Group of Eight (Go8) estão ativos em 2026. A USP tem acordo com a University of Melbourne para engenharia e ciências da computação, permitindo que alunos cursem um semestre na Austrália e ganhem créditos. A UNICAMP mantém parceria com a Australian National University para pesquisa em ciências biológicas. Esses intercâmbios não contam pontos para o visto 189, mas criam redes de contato e experiência internacional que fortalecem futuras candidaturas.

A pontuação mínima para visto 189 Austrália 2024 para profissionais formados no Brasil depende do reconhecimento das qualificações. Diplomas de engenharia da USP ou UNICAMP são avaliados pela Engineers Australia como equivalentes a bacharelados australianos, garantindo 15 pontos de qualificação. Já diplomas de universidades menos conhecidas podem exigir um Graduate Diploma australiano de 1 ano para equivalência, custando entre AUD 25.000 e AUD 40.000 em 2026.

Vantagens para Cidadãos de Portugal e PALOP

Cidadãos de Portugal têm uma vantagem estrutural: a cidadania europeia permite acesso ao visto de trabalho 482 (Temporary Skill Shortage) sem a necessidade de um patrocinador estadual em alguns casos, desde que a ocupação esteja na lista de habilidades. Em 2026, a Austrália e a União Europeia negociam um acordo de mobilidade que pode simplificar vistos para profissionais portugueses. Para estudantes portugueses, a conclusão de um curso australiano de 2 anos (mestrado) adiciona 15 pontos ao visto 189, e a experiência de trabalho na Austrália após a formatura (visto 485) pode render mais 5 a 10 pontos.

Para estudantes dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa — Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe), o caminho é mais complexo. Bolsas de estudo do governo australiano, como o Australia Awards, cobrem custos integrais para cursos de pós-graduação em áreas como saúde pública e agricultura. Em 2025, 120 bolsas foram concedidas a estudantes da África Subsaariana, mas apenas 15 para falantes de português. A pontuação mínima para visto 189 Austrália 2024 para candidatos dos PALOP exige, além dos pontos padrão, comprovação de proficiência em inglês (IELTS 6.0 mínimo) e avaliação de qualificações pela Australian Skills Recognition Authority.

A CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) não tem acordo direto com o sistema de imigração australiano, mas o reconhecimento do português como língua de herança não adiciona pontos. No entanto, a experiência profissional no setor de TI em Angola ou Moçambique pode ser contada para os 5 a 15 pontos de experiência de trabalho, desde que documentada com contratos e declarações de imposto de renda.

O Setor de TI Brasileiro e as Oportunidades Offshore

O setor de tecnologia da informação (TI) brasileiro é um dos maiores mercados offshore para a Austrália. Em 2026, empresas australianas contratam desenvolvedores brasileiros para projetos remotos, especialmente em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Para estudantes brasileiros que planejam estudar na Austrália, essa experiência profissional prévia pode ser convertida em pontos para o visto 189.

A pontuação mínima para visto 189 Austrália 2024 para profissionais de TI brasileiros é alta. Em 2025, a ocupação “Software Engineer” (ANZSCO 261313) exigiu 90 pontos para convite. Um estudante brasileiro com 5 anos de experiência em TI (15 pontos), idade entre 25 e 32 anos (30 pontos), mestrado australiano (15 pontos), IELTS 8.0 (20 pontos) e estudo australiano de 2 anos (5 pontos) atinge 85 pontos — ainda abaixo do corte. A solução é buscar um visto 491 (Skilled Work Regional) que exige apenas 65 pontos, mas obriga residência em área regional por 3 anos.

Para estudantes de São Paulo e Rio de Janeiro, programas de caminhos regionais estão disponíveis. A University of Adelaide (South Australia) oferece bolsas de 15% a 30% para alunos brasileiros de TI, e a região de Adelaide é classificada como “regional” para fins de migração. Isso significa que graduados podem obter o visto 485 com 2 anos de trabalho, e depois o visto 191 (Permanent Residence) com apenas 1 ano de residência regional.

Custo de Vida e Matrícula nas Principais Cidades Australianas

Em 2026, o custo de vida para estudantes internacionais na Austrália varia entre AUD 25.000 e AUD 45.000 por ano, dependendo da cidade. Sydney é a mais cara: aluguel de um quarto em região central custa AUD 400–600 por semana. Melbourne é 10% mais barata, com AUD 350–500. Brisbane e Adelaide oferecem opções mais acessíveis, com AUD 250–400. Para estudantes brasileiros, o custo total (matrícula + vida) em Sydney chega a AUD 60.000 anuais, enquanto em Adelaide cai para AUD 45.000.

As mensalidades de graduação para cursos de TI em universidades do Group of Eight (Go8) em 2026 são: University of Melbourne — AUD 48.000/ano; University of Sydney — AUD 52.000/ano; University of Queensland — AUD 44.000/ano; Monash University — AUD 46.000/ano. Para mestrados, os valores são semelhantes, mas cursos de 1,5 ano custam AUD 60.000–78.000 totais. Estudantes de Portugal com cidadania europeia não têm desconto nas mensalidades, mas podem acessar empréstimos estudantis australianos (FEE-HELP) se residirem na Austrália por mais de 2 anos.

A pontuação mínima para visto 189 Austrália 2024 não é influenciada pelo custo de vida, mas a escolha da cidade afeta a elegibilidade para vistos regionais. Por exemplo, graduados da University of Tasmania (Hobart) podem obter 5 pontos adicionais para o visto 189 por estudo regional, além de 5 pontos pelo próprio visto regional (491). Isso eleva a pontuação total sem necessidade de experiência extra.

Caminhos Pós-Estudo: Do Visto 485 ao Visto 189

Após concluir um curso de pelo menos 2 anos na Austrália, estudantes podem solicitar o visto 485 (Temporary Graduate), que permite trabalho por 2 a 4 anos, dependendo da qualificação. Em 2026, graduados de mestrado em TI têm direito a 3 anos de visto 485, enquanto doutores têm 4 anos. Durante esse período, é possível acumular experiência de trabalho australiana (5 pontos para 1 ano, 10 para 3 anos) e melhorar a proficiência em inglês.

A transição do visto 485 para o visto 189 exige planejamento. A pontuação mínima para visto 189 Austrália 2024 para ocupações como “ICT Business Analyst” foi de 80 pontos. Um estudante brasileiro com mestrado australiano (15 pontos), idade 30 anos (30 pontos), IELTS 8.0 (20 pontos), 2 anos de experiência australiana (10 pontos) e estudo regional (5 pontos) atinge 80 pontos — suficiente para convite em 2024, mas não garantido para 2026.

Para candidatos de Portugal, a vantagem do visto 485 é a possibilidade de trabalhar em empresas australianas que patrocinam o visto 482, sem depender do sistema de pontos. Isso é comum no setor de TI em Sydney e Melbourne. Já para brasileiros, o visto 491 (Skilled Work Regional) é uma alternativa mais segura, com pontuação mínima de 65 pontos e obrigação de residir em área regional por 3 anos. Após 3 anos, o visto 191 concede residência permanente.

FAQ: Perguntas Frequentes sobre Pontuação Mínima para Visto 189 Austrália 2024

Q1: Qual é a pontuação mínima exata para o visto 189 em 2024 para um estudante brasileiro de TI?

A pontuação mínima oficial para o visto 189 em 2024 foi de 65 pontos, mas convites reais para a ocupação “Software Engineer” exigiram entre 85 e 95 pontos, segundo dados do Department of Home Affairs. Um estudante brasileiro com mestrado australiano (15 pontos), idade 30 anos (30 pontos), IELTS 7.0 (10 pontos) e 3 anos de experiência no Brasil (5 pontos) atinge 60 pontos — insuficiente. Com IELTS 8.0 (20 pontos) e estudo regional (5 pontos), chega a 80 pontos, ainda abaixo do corte de 85. A recomendação é buscar um visto 491, que exige 65 pontos.

Q2: Como o ENEM pode ajudar um estudante brasileiro a estudar na Austrália e depois obter o visto 189?

O ENEM não conta pontos para o visto 189, mas é aceito como credencial de ingresso em universidades australianas desde 2023. A University of Queensland exige 600 pontos de 1000 no ENEM para admissão em cursos de TI. Após concluir um bacharelado de 3 anos na Austrália, o estudante ganha 15 pontos de qualificação, 5 pontos de estudo australiano e até 30 pontos de idade. Com IELTS 7.0 (10 pontos), atinge 60 pontos — ainda abaixo do corte de 85 para TI. A solução é fazer um mestrado de 2 anos (mais 15 pontos) e buscar experiência de trabalho australiana (5–10 pontos).

Q3: Cidadãos de Portugal têm vantagem no visto 189 em comparação com brasileiros?

Cidadãos de Portugal não têm vantagem direta de pontos no visto 189, pois o sistema é baseado em idade, inglês e qualificações, não em nacionalidade. No entanto, a cidadania europeia permite acesso ao visto 482 (Temporary Skill Shortage) sem necessidade de patrocinador estadual em alguns casos, o que pode levar à residência permanente após 3 anos. Em 2026, a Austrália negocia um acordo de mobilidade com a UE que pode simplificar vistos para portugueses. Para brasileiros, o caminho mais comum é o visto 491 regional, com pontuação mínima de 65 pontos.

参考资料

  • Department of Home Affairs, 2026, SkillSelect Invitation Rounds Data
  • Universities Australia, 2026, International Student Enrolment Statistics
  • Australian Skills Recognition Authority, 2025, Qualification Assessment Guidelines
  • Group of Eight Australia, 2026, International Tuition Fees Report
  • Study Australia, 2026, Post-Study Work Visa Pathways Handbook

Student campus

Student campus