2026-05-21 · Diana Chu
OSHC Austrália 2026: Guia Completo para Estudantes Brasileiros e Portugueses
Em 2026, o custo médio do OSHC (Overseas Student Health Cover) na Austrália subiu para AUD 1.200–2.400 por ano para cobertura individual, dependendo do prov
Em 2026, o custo médio do OSHC (Overseas Student Health Cover) na Austrália subiu para AUD 1.200–2.400 por ano para cobertura individual, dependendo do provedor e do nível do plano. Dados do Department of Home Affairs indicam que 98% dos vistos de estudante emitidos em 2025 exigiram comprovação de OSHC válido por toda a duração do curso. Para estudantes brasileiros e portugueses, contratar OSHC é um passo obrigatório, mas o processo pode ser simplificado com informações corretas.
Por que o OSHC é Obrigatório para o Visto de Estudante?
O visto de estudante (Subclass 500) exige que todos os estudantes internacionais mantenham cobertura OSHC durante todo o período de estudo na Austrália. A regra, aplicada desde 2023, foi reforçada em 2025 com multas de até AUD 8.000 para estudantes que não renovarem a apólice. O OSHC cobre consultas médicas, hospitalizações, medicamentos prescritos e ambulâncias. Estudantes de países com acordos de saúde recíprocos, como o Reino Unido, estão isentos, mas cidadãos brasileiros e portugueses não possuem essa vantagem. A única exceção são estudantes portugueses com dupla cidadania de um país com acordo recíproco (ex.: Itália, França), que podem solicitar isenção.
Para contratar OSHC, o estudante deve escolher entre provedores aprovados: Medibank, Bupa, Allianz Care, Nib e Australian Unity. A contratação pode ser feita online, diretamente no site do provedor, ou por meio da universidade, que muitas vezes oferece planos com desconto para matrícula.
Como Contratar OSHC Austrália: Passo a Passo
Contratar OSHC Austrália é um processo direto, mas requer atenção a prazos e coberturas. Siga estas etapas:
- Escolha o provedor: Compare planos de Medibank, Bupa, Allianz Care, Nib e Australian Unity. Use sites de comparação como iSelect ou Compare the Market (não afiliados a agências).
- Selecione a cobertura: Plano básico (AUD 1.200–1.500/ano) cobre serviços essenciais. Plano intermediário (AUD 1.600–2.000/ano) inclui extras como fisioterapia e óculos. Plano top (AUD 2.000–2.400/ano) cobre tratamentos odontológicos e ópticos.
- Forneça dados pessoais: Nome completo, data de nascimento, passaporte e endereço na Austrália (pode ser temporário).
- Pague o prêmio: Cartão de crédito internacional (Visa, Mastercard) ou transferência bancária. O pagamento é anual ou semestral.
- Receba o certificado: O provedor envia um Certificate of Insurance por e-mail, necessário para o pedido de visto.
- Anexe ao visto: Faça upload do certificado no portal ImmiAccount do Department of Home Affairs.
Dica para brasileiros: Se você usa ENEM para ingresso na Austrália (via universidades como University of Sydney ou University of Melbourne), o OSHC pode ser contratado junto com a matrícula. Universidades como a University of New South Wales oferecem pacotes com desconto de 5–10% no OSHC para alunos do ENEM.
OSHC para Estudantes Brasileiros: ENEM, USP/UNICAMP e Bolsas PALOP
Estudantes brasileiros têm vantagens específicas ao contratar OSHC. O ENEM é aceito por 12 universidades australianas em 2026, incluindo a University of Queensland e a Monash University. A nota mínima varia: 600 pontos para cursos de humanas, 700 para engenharias. Ao solicitar o visto, o OSHC deve cobrir todo o curso, mesmo que a bolsa PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) cubra parte dos custos.
Bolsas PALOP: O governo australiano oferece bolsas parciais para estudantes de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Em 2026, o programa Australia Awards inclui cobertura de OSHC por até 4 anos. Estudantes PALOP devem apresentar o certificado de OSHC antes do embarque, mesmo que a bolsa cubra o valor.
USP/UNICAMP: Alunos de intercâmbio da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) podem usar acordos bilaterais com universidades australianas (ex.: USP com University of Melbourne). O OSHC é obrigatório, mas a universidade anfitriã pode subsidiar parte do custo. Em 2025, a USP negociou desconto de 15% no OSHC da Medibank para seus alunos.
OSHC para Estudantes Portugueses: Cidadania Europeia e CPLP
Cidadãos portugueses têm uma vantagem única: a cidadania europeia pode reduzir custos de OSHC. Se você possui dupla cidadania de um país com acordo recíproco de saúde com a Austrália (ex.: Itália, França, Espanha), pode solicitar isenção do OSHC e usar o sistema público australiano (Medicare). Porém, a isenção é válida apenas para cursos de até 6 meses. Para cursos mais longos, o OSHC é obrigatório.
A CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) reconhece diplomas australianos, facilitando o retorno a Portugal ou a PALOP. Em 2026, a CPLP aprovou um protocolo de equivalência automática para cursos de engenharia e tecnologia. Estudantes portugueses que contratam OSHC por 2 anos ou mais podem solicitar reembolso de até AUD 300 no imposto de renda australiano, se comprovarem gastos médicos não cobertos.
Custo total: Para um curso de 3 anos na University of Sydney, o OSHC básico custa AUD 3.600–4.500. Estudantes portugueses com bolsa do Instituto Camões (valor médio de € 12.000/ano) podem incluir o OSHC no orçamento.
Setor de TI Brasileiro Offshore e OSHC
O setor de tecnologia da informação (TI) brasileiro tem crescido como fonte de estudantes offshore para a Austrália. Em 2025, 15% dos vistos de estudante emitidos para brasileiros foram para cursos de TI, segundo o Department of Home Affairs. Universidades como University of Technology Sydney e RMIT oferecem programas de TI com estágio obrigatório de 12 semanas, exigindo OSHC por todo o período.
Cobertura específica: O OSHC não cobre consultas odontológicas ou ópticas, comuns em estudantes de TI que passam horas no computador. Recomenda-se contratar um plano intermediário ou top para evitar custos extras. Estudantes brasileiros de TI podem contratar OSHC com cobertura internacional, útil para viagens curtas ao Brasil durante as férias.
Visto de trabalho: Após a graduação, o Temporary Graduate Visa (Subclass 485) permite trabalhar por 2–4 anos, dependendo do curso. O OSHC deve ser mantido até o início do novo visto, ou o estudante pode contratar um seguro de saúde privado (non-OSHC) para o período de transição.
Caminhos Regionais: São Paulo, Rio e Outras Cidades
Estudantes de São Paulo e Rio de Janeiro têm acesso a rotas específicas para a Austrália. A University of Adelaide e a University of Western Australia oferecem bolsas de AUD 5.000–10.000 para alunos de escolas parceiras em São Paulo (ex.: Colégio Bandeirantes, Etapa). O OSHC pode ser contratado com desconto de 10% se pago junto com a matrícula.
Rio de Janeiro: A University of Queensland tem parceria com a PUC-Rio e a UFRJ para intercâmbio de 1 ano. O OSHC é obrigatório, mas a universidade australiana pode reembolsar até AUD 500 após a chegada, mediante comprovante de contratação.
Outras cidades: Estudantes de Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre podem usar a ENEM Australia para ingresso direto. O OSHC para cursos de 2 anos (mestrado) custa AUD 2.400–3.000. O governo australiano oferece Regional Sponsored Migration Scheme para estudantes que estudam em áreas regionais (ex.: Darwin, Hobart), com desconto de 25% no OSHC.
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FAQ: Perguntas Frequentes sobre OSHC Austrália
Q1: Quanto custa o OSHC para um curso de 1 ano na Austrália em 2026?
O custo médio do OSHC básico para cobertura individual é de AUD 1.200 a 1.500 por ano. Planos intermediários custam AUD 1.600–2.000, e planos top, AUD 2.000–2.400. Para casais ou famílias, os valores dobram ou triplicam. Estudantes brasileiros e portugueses devem contratar o plano antes de solicitar o visto, com validade mínima de 12 meses.
Q2: Posso contratar OSHC depois de chegar na Austrália?
Não. O OSHC deve ser contratado antes do pedido de visto. O Department of Home Affairs exige o certificado de OSHC no momento da solicitação. Se você chegar sem OSHC, o visto pode ser cancelado. A única exceção é para estudantes que renovam o visto dentro da Austrália, que têm 28 dias para contratar nova cobertura.
Q3: O OSHC cobre consultas com psicólogo para estudantes brasileiros?
Sim, mas com limitações. O OSHC básico cobre até 10 consultas com psicólogo por ano, desde que referenciadas por um médico generalista (GP). Para estudantes brasileiros, que podem enfrentar choque cultural, recomenda-se contratar um plano intermediário, que cobre consultas sem referência. O custo adicional é de AUD 200–400 por ano.
Q4: Estudantes portugueses com cidadania europeia precisam de OSHC?
Depende. Se você possui cidadania de um país com acordo recíproco de saúde (ex.: Itália, França, Espanha) e o curso dura até 6 meses, pode solicitar isenção. Para cursos mais longos, o OSHC é obrigatório. Cidadãos portugueses sem dupla cidadania devem contratar OSHC normal.
Q5: Como contratar OSHC para um curso de 2 anos via ENEM?
Estudantes brasileiros que usam ENEM para ingresso na Austrália devem contratar OSHC por 2 anos consecutivos. O provedor pode oferecer desconto de 5–10% para pagamento anual. O certificado de OSHC deve ser anexado ao visto junto com a nota do ENEM (mínimo 600 pontos). Universidades como a University of Sydney aceitam ENEM com nota 650 para cursos de TI.
参考资料
- Department of Home Affairs, 2026, Student Visa (Subclass 500) Requirements
- Universities Australia, 2025, International Student Data Report
- Australian Government Department of Health, 2026, Overseas Student Health Cover Guidelines
- ENEM Australia, 2025, University Admission Pathways for Brazilian Students
- CPLP, 2026, Protocolo de Reconhecimento de Diplomas

